13 março, 2016

Eu assisti Convergente (Allegiant)!

Após a mensagem de Edith Prior ser revelada em ‘Insurgente’, Tris (Shailene Woodley), Quatro (Theo James), Caleb (Ansel Elgort), Peter (Miles Teller), Christina (Zoë Kravitz) e Tori (Maggie Q) deixam Chicago para descobrir o que há além do muro. Ao chegarem lá, eles descobrem a existência de uma nova sociedade.

DIREÇÃO: ROBERT SCHWENTKE
PARIS FILMES



ESTE POST PODE CONTER SPOILERS DOS PRIMEIROS FILMES.

Oi galera!

Então, um dos filmes mais esperados de 2016 finalmente estreiou. A primeira parte do último livro da série Divergente, Convergente trás de volta os nossos personagens queridos como o Quatro, Tris, Christina e principalmente Peter (desculpem, mas eu sou uma puxa-saco desse personagem)


Eu quero ressaltar que faz tempo que eu li o último livro da trilogia, então eu não vou fazer muitas comparações. O que eu me lembrar e achar importante eu irei comentar, porém o post será mais sobre o filme em si.


Ok. Convergente inicia-se exatamente desde onde Insurgente parou, consecutivamente assim como sempre foi na trilogia. As pessoas estão correndo em direção ao muro, devido ao vídeo dos fundadores que Tris teve sucesso transmitir ao abrir a caixa, de volta lá no segundo filme. Porém, Evelyn - que agora está sob comando de Chicago - bloqueia as entradas e faz uma transmissão avisando sobre uma nova era, onde Jeanine Matthews está morta e as facções não existem mais. Acima de tudo, que estava proíbido atravessarem o muro pois não se sabia o que se pode encontrar lá. Segundo Evelyn, aquelas pessoas os trancaram ali por anos e não é confiável simplesmente caminhar para o lado de fora.


Porém, Tris se sente obrigada a ir. Independente do que Evelyn diz, ela, Quatro e seus amigos (+ Peter e Caleb) bolam um plano para atravessarem o muro. Com a consequência de uma morte que eu já esperava e que não gostei nenhum pouquinho, eles têm êxito no plano e partem para descobrir uma nova sociedade, hospedada no antigo aeroporto de O'Hara de uma antiga Chicago (vulgo a chicago que temos hoje em dia) e alguns restantes por outros lugares ali por perto.


Eu não vou me abrangir sobre o que eles descobrem lá porque vai revelar muito das coisas. Para quem leu os livros, eu devo dizer que gostei muito dos novos personagens adaptados. Jeff Daniels conseguiu trazer, com tremenda perfeição, o personagem do peculiar e nem-tanto-confiável diretor David, assim como Matthew foi brilhantemente interpretado pelo lindo Bill Skarsgard (Roman!!!!!!) e Nadia Hilker incorporou com extrema excelência a Nita. 


Comparando um pouco com o livro, teve algumas falhas e alguns aperfeiçoamentos. Convergente foi mais fiel as páginas do que Insurgente, de fato. Conseguiram recuperar um pouco o ritmo, ainda assim, algumas adaptações foram bem drásticas.


Eu sempre reclamo aqui das faltas que alguns personagens fazem. Cara, a irmão do Will, foi simplesmente cortada dos filmes e principalmente aqui, em Convergente, onde ela ganha extrema importância, eles tiveram que distribuir as ações essênciais da personagem para outros. 


Uriah também é outro personagem que ele foi recortado, colado e depois arrancado dos filmes. No primeiro filme sua existência foi 0, e foi onde eu já não tinha gostado nenhum pouquinho porque bem... Uriah é um dos meus personagens favoritos desta trilogia. E então escalaram um ator para ele em Insurgente, e apesar de não ter tanto destaque quanto nos livros, ele apareceu e eu fiquei satisfeita. Fiquei esperando ansiosamente para vê-lo ainda mais no terceiro filme mas não aconteceu. Cadê Uriah? 


Outras das coisas que eu não gostei no filme foi o fácil perdão de Tris ao Caleb. Nas páginas, Veronica Roth explicítamente mostra as mudanças nos traços da personagem de Tris, e como ela não o perdoa. Nunca cem por cento. E é só naquele último momento (quem leu o livro sabe do que eu estou falando) que deixa claro que, bem no fundo, ela nunca deixaria de amar o irmão. 


O filme também ficou muito romantizado. Tris e Quatro tem seus momentos românticos nos livros, mas uma coisa que eu elogio muito a autora da serie é que ela fez o casal não ser mimi, e que eles não são perfeitos e tem suas brigas. Porém, no filme ficou bem romântico e apesar de eles terem suas discordâncias nunca é aquele tom de gritarias e grosserias que nem é retratado nos livros.


Porém, uma das coisas relacionadas ao casal que eu curti que foi adaptado é que eles cortaram (E MUITO!) o draminha do Quatro por descobrir (spoiler para quem não leu ou assistiu) que ele era um Danificado, e não exatamente um Divergente.


Voltando a falar um pouco do enredo do filme, de volta em Chicago, nós vemos uma Evelyn insegura e sem tanta certeza sobre o que fazer para controlar a cidade. Sendo facilmente influenciada por uns, e tomando medidas drásticas. Tudo querendo ter as melhores intenções. 


Nisso, forma-se uma guerra dentro de Chicago quando Octavia - a líder da antiga facção, Amizade - seu povo, alguns outros, não aceitam o que Evelyn está fazendo e desejam trazer as facções de volta, pois apesar de ser algo horrível com extremos límites, trazia paz, organização e ordem. Diferente do caos em que a cidade esta se apresentando. Eles se auto-nomeiam Os Leais (Allegiant) e recusam-se a seguir as ordens na nova governante de Chicago.


Convergente é surpreendente. Tanto nos livros quanto nos filmes (afinal, é a mesma storyline) o que deduzimos na primeira unidade não é o que vemos aqui na terceira (que é para ser a última mas não vai ser porque hollywood e suas parte um e dois) e é algo muito mais além das nossas imaginações e brutamente crítico, cientifíco e bem, perfeito.


As atuações continuam plausíveis. Não vejo ninguém melhor para fazer Tris do que a Shailene Woodley, e não vejo outro Quatro a não ser o Theo James. 


Eu já sabia que Ansel Elgert atuava muito, mas reclamava que não dava para ver muito de sua atuação nesses filmes. Porém, Convergente explorou muito o personagem Caleb Prior e mostrou-nos a alma atuadora (essa palavra existe? haha) de Ansel Elgert.


NÃO VAMOS esquecer de falar do MARAVILHOSO, TREMENDO, PERFEITO, PRIMOROSO, REQUINTADO, MILES TELLER - quero dizer - PETER! 


Desculpem. Eu sei que todo mundo o odeia, ele é um babaca, bla bla, liga para nada, só para ele mesmo mas... mano... PETER <33333. Ele é o meu personagem favorito da série inteira, e eu amo a relação dele com todos os personagens e claro... os alívios cômicos do pesado enredo do filme estão todos por conta dele. Algum ou outro são distribuídos para Quatro, ou Christina, ou até mesmo Tris mas Miles Teller Peter é o mestre.


Quero falar um pouco sobre os efeitos especiais do filme. Não sei muito bem o que eu achei deles não. São bons, muito bons. Mas encheram tanto deles que ficou parecendo jogo de video-game, e algo totalmente fora da realidade. Mas aí vem pessoas falarem comigo "cara, é o futuro. Isso é tudo pura tecnologia" e aí eu te respondo - comparando com outros filmes distópicos que é o que eu normalmente evito fazer - olhe para Jogos Vorazes ou Maze Runner.


Ambos são um futuro com a tecnologia avançada e de alta-ponta, mas deixam realístico. Enquanto eu lia a trilogia eu imaginava desta maneira. E Divergente e Insurgente deram conta do recado. O segundo filme até que estava com mais efeitos do que o primeiro, mas assim... para mim eles tinham achado o limite perfeito para jogar com aqueles efeitos. Porém, sobrecarregaram demais em Convergente deixando um aspecto muito irreal. Porém uma fotografia excelente.


Uma breve observação (principalmente para aqueles que leram os livros!): Vocês perceberam que o filme explorou muito mais a perspectiva do Quatro??


Isso é em conta de que no terceiro livro os capítulos alteram entre os pontos de vista dele e da Tris. Achei isso muito legal!


De qualquer maneira, o filme ganha sua nota de 4/5.


Estou ansiosa para o próximo, ano que vem, que tecnicamente vai ser a parte dois do Convergente mas que eles renomearam para Ascendente (não sei o que eu acho sobre isso também, mas isso fica para outro post).


Beijos, e até a próxima!
Tchau!

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